domingo, 28 de outubro de 2012

Camaro amarelo

É incrível como essa coisa de "carrão = tirar onda" pegou. Aliás, sempre foi assim, a febre só invadiu a música também agora. Outro dia desses, analisando a letra de Camaro amarelo, identifiquei um ex-pobre que ganha na loteria, acaba com seus problemas, compra um carrão e, assim, ganha o coração da mulher que ele sempre quis mas que sempre o renegou.

Interessante.

Eu ando pela cidade com meu Fiat 147, tirando tanta onda como se fosse um Camaro, afinal, dirigir é uma fantasia bem antiga minha, ainda que seja um Fiatinho 147. Um dia, voltando do trabalho, parei numa esquina para dar a preferência e um indivíduo que se encontrava na calçada arriscou "Hm, que vontade de dar uma voltinha nesse Fiat!". Me olhando nos olhos, ele ainda piscou. Saí na maior poker face, me esforçando até a última partícula de toda a minha matéria para não morrer o carro.

Interessante.

E foi assim, juntando essas duas experiências que desenvolvi a teoria: quem gosta de carro é mulher, homem não faz questão, desde que tenha uma mulher dentro. Os homens, na minha teoria, só compram e se importam de ter um carro incrível para atrair uma mulher: se encontrarem uma mulher que encare o Fiat 147, nem se importam de andar de Fiat pra cima e pra baixo!

Interessante!

E eu sofri tanto bullying por gostar de brincar com carrinhos! E nunca ganhei meu carrinho de controle remoto! E fui estimulada a ter bonecas ao invés de miniaturas de Ferrari, a pilotar o fogão numa cozinha de plástico ao invés de um bug, a querer um namoradinho ao invés de um oponente de corrida, a montar a casa da Barbie ao invés de uma garagem... Tudo errado. Devia era ter aprendido mais sobre carros, pra poder escolher melhor entre os homens hoje em dia!


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