terça-feira, 22 de outubro de 2013

GUEST POST: Taís Cruz

Não que meu humilde rascunho de ideias rabiscadas tenha assim um grandessíssimo poder de disseminação de ideias na blogosfera... Mas conheci uma blogueira de um blog que sigo, o -Blá Blá Blá!, e gostaria de compartilhar um pouquinho desse blá blá blá todo aqui também. 

Ela me chamou a atenção com seus textos, talvez interesse também aos meus leitores. E, no fundo, talvez o Rascunho tenha um pouco de -Blá Blá Blá! consigo. Boa leitura! 



'Em 3ª pessoa'
'Ela, com sono, incomodava-se com a alta temperatura, e que mesmo com o fato do horário ter mudado, não conseguira dormir - esquecendo-se que quase não dorme - mas havia visto a sua volta tantas reclamações que passou a se acostumar com elas, e reclamou também.

Percebeu que essas ideias atrapalhavam seu dia, e se deu conta de que deve agradecer pela sensibilidade, por enxergar os raios estridentes do sol, e por ter a capacidade de entender que existem estações do ano - simples fatalidades que acabam passando despercebidas - e não deveriam.

Coisas extraordinárias a surpreenderam nesse dia, e a maior delas foi a busca por esse ponto de seu pensamento, sobre "prestar a devida atenção a detalhes" - percebeu que a escolha entre um dia válido e um comum é somente dela.

A rotina vem carregando a sociedade a sua volta, sem um mero objetivo, como se existisse um determinado tempo em que se deva cumprir fases da vida, e ela anda remando contra essa corrente - não que seja fácil - porém digno de persistência, viver em busca de coisas além, da real motivação e das entrelinhas. O "algo a mais".

Dia raro, por ter criado essa expressão "o algo a mais" em uma conversa - muito produtiva por sinal - para enfatizar as coisas que realmente devem ser notadas e valorizadas, enxergar a alma, assim como num quadro - mais valioso que seu preço - é a alma da expressão, é a identidade e a mensagem que se pretende passar ao ser observado.

Como esse quadro, tudo na vida, tem algo importante a ser passado, os dias não são comuns, os dias tem seu valor - cada qual com o seu - porém não deixam de ter, basta decidir se nessa exposição da vida você será alguém que apenas vê as coisas como um preço, ou se saberá acordar dessa massa de gente e ir em busca do que está escondido, do que realmente tem de ser passado - "o algo a mais".

Por um momento ela esteve apenas caminhando, como quem segue o fluxo sem notar ao redor, mas de tempos pra cá há quem diga que ela mudou, começando por si mesma, e vive em busca do que há nas entrelinhas da vida, da apreciação muitas vezes longe do entendimento - porém essencial - acordando todos os dias em meio a essa multidão de futilidade, na busca de não se deixar levar, se encontrar sem se perder, não se esvaziar - para que quando olharem pra ela vejam além de preço, vejam que há "o algo a mais".

E principalmente ela, quando se move em direção ao que reflete, no espelho, gosta do que vê - me vejo.'

*    *    *

Foi o vício em sorrisos que me convenceu.
Voltei! Gostaram da Taís? Olha ela aqui ao lado..

Vejam o post original no -Blá Blá Blá! clicando aqui.

E deixe um comentário no Rascunho, ele pode ser "o algo a mais" do meu dia (e geralmente é!). 

Também me encanto com
"o algo a mais" das coisas. É uma parte da matéria que a transcende, que nem todo mundo percebe e - quando percebe - não se deixa perceber. Ainda hoje conversei com uma amiga pelo celular e falamos sobre parecer bobas ao demonstrar e falar de sentimentos. Sobre sentir-se boba e criança quando se trata de uma coisa assim... Sabe? Não definimos, mas na minha mente ecoou: "Uma coisa assim: com 'o algo a mais'".

3 comentários:

  1. Pensei, esse blog me soa um tanto familiar, opa, espera aí, é o meu. Obrigada pela referência, espero que eu possa contribuir positivamente, aliás é um prazer saber que não sou a única que vê "o algo a mais".

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  2. O Rascunho não passa de um Blá blá blá sem importância........ Só que não!

    Fiquei muito satisfeito ao encontrar no Rascunho o texto de uma escritora de estilo semelhante ao seu Calíope. Tanto você quanto a Taís conseguem refletir sobre questões simples do cotidiano e apresentá-las de forma envolvente e cativante. Certamente, são esses encontros e seus resultados, que lhe motiva a manter sua atividade na blogosfera e em seus caprichados rascunhos. Como vivo a repetir que: "só as entrelinhas importam", não pude deixar de comentar esse post. Primeiro porque sou viciado em perscrutar entrelinhas. Segundo porque este está recheado delas. Pra citar algumas: No texto da Taís, percebe-se um vigor otimista e esclarecido, que chega a tanger o "Amor Fati" de Nietzsche. Porém, a definição de "algo a mais" como algo além da "real motivação e das entrelinhas" me parece um pouco um confusa. Pois quando "prestamos a devida atenção aos detalhes", o que encontramos é justamente nossas "reais motivações e as entrelinhas". Mas esse detalhe não retira em nada o brilho das ideias de sua amiga. Já na sua curta, porém profunda e intrigante conclusão, que parece aludir a "n" ideias recônditas nessa sua mente caótica, vislumbrei um imenso desejo de assumir algum(ns) sentimento(s), e nada mais, pois como de costume você foi evasiva. Não consegui enxergar algo além do que eu disse, por isso #ficaadica: Cali-girl, pare de se evadir dos seus sentimentos, coragem, evada-se dos seus medos!

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    1. Obrigada pelo "algo a mais", André!! O Rascunho talvez seja, sim, sem a importância que eu gostaria que tivesse, mas é questão de tempo. Ele é muitíssimo importante pra mim e ainda será um dia importante na escala que eu desejo que seja x)

      Sem dúvidas esse tipo de encontro é o que me prende à blogosfera! É um "algo a mais" muito profundo pra ser explicado. Só blogando pra entender..

      Fez um bom trabalho perscrutando entrelinhas por aqui.. Gostei! E muito obrigada pela motivação no final.

      "Pare de se evadir dos seus sentimentos, coragem, evada-se dos seus medos!" #dicaanotada ;)

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