segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Siga o mestre

Tá bom, quem se importa se vivi minha ida intensamente ou não? Bom, EU não me importo... Afinal, eu sei que a minha vida acadêmica foi sempre muito bem vivida.
essa é a menininha
Desde a pré-escola eu sou aluna destaque na sala de aula: a tagarela. Fonte inesgotável de assunto, aquela menininha dos dentinhos afastados não dava sossego a uma alma sequer, falava, falava, falava... Não tinha como um professor entrar na aula sem me notar, eu era a primeira a puxar assunto!
Mas o fato em questão é o quanto todos os professores que já passaram pela minha vida foram (e são) importantes na minha construção de mim.
Sou de uma geração que não tem mais o professor dentro daquela imagem de "mestre", de exemplo. A educação foi perdendo suas rédeas curtas e o professor se tornou um tio. Mas não na minha concepção. Tive professores tão bons, mas tão bons, que despertaram em mim o desejo de seguir seus passos, pessoas tão maravilhosas na maneira de lidar com sua profissão, que me fizeram sentir inveja, sentir o desejo incontrolável de lecionar. Eu aprendi tanta coisa de tanto valor com tanta gente notável, que pensar nisso me dá vontade de causar esse efeito na vida de outras pessoas, também. Quando eu vejo o quanto meus professores me fizeram feliz, quantos exemplos de valor e de superioridade meus mestres me deram, eu simplesmente tenho a vontade de ser assim pra alguém.
Ao longo da minha jornada escolástica (11 anos) encontrei Mestres, Professores e Profissionais-da-área-da-educação-não-tão-profissionais-assim. Os Mestres são a classe ouro, a série gold da minha vida: são aquelas pessoas que me mostraram caminhos certos, que me ensinaram coisas (dentro e/ou fora de suas disciplinas) e que despertaram em mim o desejo suicida de guiar uma turma, como eles. Os Professores são a classe prata, a série silver da minha vida: esses uns me ensinaram a disciplina e foram além da sua obrigação, tornaram-se meus amigos e influenciaram na minha personalidade. Os "P.d.a.d.e.n.t.p.a.", foram aqueles que só me marcaram por sua figura antagônica, são aqueles que eu sempre odiei, com os quais eu briguei e que eu acho que jamais deveriam ter optado pela carreira pedagógica; estes não serão citados aqui no blog, nem suas histórias, pois vivo numa cidade pequena e os meus leitores são todos meus vizinhos/parentes/amigos, eles saberiam de quem eu estou falando.

Enfim, ser professor eu acho uma coisa linda. Eu acredito na beleza quando vejo um mestre em ação (que cacófato isso! Parece 'menstruação') mestre na sala de aula, um professor que ama o que faz, um profissional que merece o respeito (e um salário maior, né?!) e que nos ensina muito além da matéria e da vida: nos ensina a aprender.

Assim eu começo minha série de homenagens. Daqui pr'adiante vou fazer uma linha cronológica dos mestres que me pegaram pela mão até agora. Quem sabe não sensibilizo uns e ensino a aprenderem com os mestres? Eu aprendi, mas eu deixei muitos passarem pela minha vida sem jamais dizê-los "obrigada", deixei que se fossem sem dizer o quanto sua imagem me fora importante. Agora vou compartilhar aqui, pra quem quiser, as histórias dos caras que me mudaram: meus mestres e professores fodões pra caralho, gente que eu não escolhi, mas que balançou a minha vida e me ensinou a valorizar pessoas.
No próximo post "homenageativo" eu vou falar da minha primeira professora que me marcou. A professora "Modelo" (não, não é modelo de modelo, padrão... vai entender quem ler o post da modelo ^^) Até lá!

Links das homenagens:
A professora modelo
Professor, artista, ídolo...
Bactéria
"CalíÔpe! Séntate derecho!"

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tá pensando no que eu tô pensando? Me diz aí!! (: