Na dedicatória do meu exemplar, que foi um presente que dei pra mim mesma no ano passado, escrevi:
Um livro cheio das lições de criança que a "gente grande" deveria entender, aprender e - sobretudo - aplicar.
Porque, em nossas vidas, vamos sempre ter uma rosa, uma raposa e precisar de um carneiro...
E é verdade. Mas o mais fundamental do aprendizado que temos da leitura de O pequeno príncipe é o ser criança. A gente deve ser mais criança na vida, não devemos nos deixar crescer e ficar chatos. "Um homem tão razoável."... É chato!
Vejo pessoas que eu conheci ainda jovens, não-adultas.. Eu me lembro da alegria brincando ainda em suas almas, do brilho de moleque que cada gesto seu emanava. Eu me lembro do gostinho doce que tinha sua companhia, da espontaneidade. Ah, a espontaneidade! Como eu amo pessoas espontâneas!! É isso o que mais brilha nas crianças, o que mais invejo: a espontaneidade!
Hoje, esses não-adultos cresceram. Eles tem empregos, responsabilidades e dores-de-cabeça. Eu percebo a angústia que lhes espreme a alma, me poluo com a palidez que soltam de si. Fico ofegante por conta de sua companhia, é um peso a carregar. Ah, que peso! Como é cansativo, como pesa!! É isso o que mais cansa nos adultos, carregar seu peso: calcular-se!
Pra conversar com um adulto você tem que observar cada fala, tem que planejar e "calcular rota"! É tudo frio, tudo fundamentado, nada acontece ao acaso... Eu me canso. Eu não sou "um homem sério"!
Devíamos ser para sempre princepezinhos. Não devemos nos envergonhar de pedir os carneiros que precisarmos, tampouco de pedi-los novamente se nos derem um carneiro muito velho ou muito doente (ou um bode). Devemos parar mais vezes para ouvir as palavras das raposas que temos em nossas vidas, devemos sempre voltar para a nossa rosa, deixando ou não o corpo para trás.
Quem leu o livro, aconselho que o releia, quem não leu, que o faça.
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| - Por favor... cativa-me! |
" - Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. [...] Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante. [...] Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa..."

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