domingo, 17 de junho de 2012

Uma pitada de romance

Eu queria saber o que você sente quando me lê. Quando me lê assim, camuflada, dizendo em palavras tortas o que é uma mensagem direta pra você, que eu devia te cochichar no ouvido, que eu queria poder te ensinar dia-a-dia. Quando me lê escancarada, no papel amassado que tirei do bolso pra te entregar timidamente, na minha letra rabiscada de quem escreveu olhando por trás de uma nuvem de lágrimas, na minha ânsia de querer colocar logo pra fora todo o sentimento que me atormenta. Quando me lê no mundo, fruto de um digitar insano, de um tempo mal administrado que devia estar sendo usado de outra forma, prova viva da procastinadora que sou, da seguidora fiel dos instintos mais loucos. Quando me lê no relógio, vendo as horas iguais ou "iguais", vendo horas formar sanduíches de número, vendo números primos e relações numéricas absurdas entre hora e minuto. Quando me lê nos olhos, mascando mais rápido o chiclete pra não deixar a boca soltar aquilo tudo que o olhar entrega, ou o pra manter em mim o beijo que.. você sabe que beijo. Quando me lê no corpo, te imitando a expressão só pra confortar, cruzando a perna pra apontar o meu pé pro seu, deixando a mão cair de palma pra cima num convite discreto de diminuir a distância entre a gente. Quando me lê nas músicas que eu te mostrei, nas que eu não mostrei mas que me mostraram pra você, nas letras que um dia serviram pra gente se entender sem inventar o que falar. Quando me lê com as mãos no meio de um abraço, roubando de mim o tato das pontas dos dedos, sentindo a minha pele pra me fazer sentir a sua, colando o corpo no meu e pendurando a cabeça no meu ombro. Quando me lê com a presença no escuro, respirando pertinho pra eu saber onde você está, derrubando em mim o peso do braço, mexendo os dedos entre mechas do meu cabelo. Quando me lê na minha voz embargada, dizendo toda confusa e desajeitada o que penso, tentando explicar o que sinto, me enroscando em palavras fáceis, dificultando um pensamento tão simples... "Eu te amo"
Tudo o que eu escrevo, das mais variadas formas, é sempre tão honesto. É sempre tão profundo. É sempre tão real. Queria saber o que eu faço você sentir. Queria saber o que faço você pensar quando digo coisas que só você entende, quando digo coisas que nem você entende mas que só você sabe que são boas, quando digo coisas que você nem sabe se são boas mas que você sente. Ah, eu queria saber...
Queria saber o que você pensa que eu quero, depois queria saber o que eu realmente quero. Queria saber o que você quer, depois queria querer isso também. Mas, meu amor, isso tudo não são perguntas; não precisa me responder. Veja bem, não há uma interrogação sequer! Isso são especulações, desejos de uma mente que pensa...
...que pensa em você. Desejos que são o desejo mais profundo de eu: desejos de que você só pense em mim.

[um convite a todos para que coloquem um pouquinho de romance ridículo em suas vidas]

 

Um comentário:

  1. kkkkkkkkkk Esse vídeo é muitooo bom!
    Eu já tinha visto, mas não me canso...
    e não sei porque, achei tua cara mesmo!
    Meio maluco, irônico, mas muito verdadeiro e bem elaborado!

    Muito bom! =D

    Um bom dia pra "tus"...

    ResponderExcluir

Tá pensando no que eu tô pensando? Me diz aí!! (: