sábado, 2 de junho de 2012

Êêê família!

Adoro o jeito como a família serve para subir nossa auto-estima.
Outro dia desses minha tia-avó entra no quarto, meu primo e eu estávamos brincando de treinar jiu-jitsu, mas eu já tinha me cansado e sentado na cama. Ele me chamava pra me ensinar um golpe, em pé, uns passos distante de mim, descalço. Minha tia entrou, falou alguma coisa a respeito da janta e, antes de sair, olhou pra baixo, falou:
"Credo, Gui! Que dedão feio o seu no pé!!" - entre risos contidos, daqueles que saem em forma de soluço, ela saiu do quarto. Desabei a rir. "Vós são ótimas pra nossa auto-estima, né?" e meu primo nem gastou palavras, só revirou os olhos e riu.
*     *     *
Hoje foi minha vez de provar das gentilezas familiares: minha irmã mais nova.
Estava eu normalmente sentada diante do computador quando a pequena pentelha entra no meu quarto. Passou por trás da minha cadeira, parou do meu lado, de frente pro espelho do meu guarda-roupa. Ela ficou ali se olhando, contemplando a própria imagem de vários ângulos diferentes e parou. Olhou em volta, não achou comentário nenhum que valesse a pena fazer, então veio xeretar do meu lado no computador. E eu acompanhando tudo com a visão periférica, fingindo não dar bola enquanto escrevia Pintas e desenhos aqui no blog. Percebi que ela olhava pra minha cara, já estava quase ficando incomodada quando ela disse:
- Nossa, Cá! - e passou o dedinho na minha têmpora direita, bem acima da sobrancelha - Como você tá espinhenta aqui no rosto! Coitadinha de você...
E saiu.

Que bom que temos sempre a família pra nos lembrar de nossos pontos positivos, né? Já pensou se eu me esqueço que sou espinhenta? Ou se o Gui esquece que o dedão do pé dele é feio? Não estaria certo...
Enfim, isso tudo me lembra uma tirinha que publiquei nesse texto aqui, dá uma olhadinha.


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