sexta-feira, 18 de maio de 2012

Hora da guerra

O inimigo é avistado pelo meu olhar no espelho. Ele habita o entorno da  minha cabeça.
Quem disse que cabelo não sente?
Munida de cremes mágicos cuja magia não passa de promessa, estralo os dedos. Espremo os olhos, a mente ferve de raiva "Me aguarde, babe, hoje eu vou te vencer!" e o *click* da tampinha do creme é o aviso de abrir fogo. De última hora me lembro de tirar os aneis "não adianta sentir-se aliviado, meu bem, isso não é suficiente pra me distrair..!" num golpe rápido eu me livro dos acessórios - sem nem mesmo desviar os olhos da direção do antagonista cruel - "Voltei! Se prepare..."
E assim se trava a batalha armada diária: eu x cabelo. Ele, evidentemente muito mais armado do que eu!
E quando digo armado, é armado mesmo, pois este antagonista gosta mesmo é de ser descabelado; se arma até os dentes assim que coloco os pés pra fora de casa. É incrível, os mais observadores poderão concordar: as madeixas são regidas pela lei de Murphy: ficam dignas de Gisele Bündchen dentro de casa e dignas de Adamastor Pitaco na rua. Ninguém merece!


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