quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

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Eis abaixo um trecho do segundo post que escrevi pro blog. Estava relendo hoje e achei que valia a pena, só pra relembrar qual a minha intenção aqui. O texto é parte do Pra vender o seu peixe.

Eu sei que há assuntos muito astronomicamente mais importantes do que meu gosto ou não pelas propagandas do mundo televisivo em que vivo. Temos muita política pra discutir, temos problemas sociais de homofobia, machismo, racismo, estupro, pedofilia, violência, tudo ainda por resolver, temos medidas a tomar sobre o meio ambiente e até mesmo pequenos problemas em nossas casas que, a longo prazo, podem se tornar um pedaço de qualquer um destes problemas cujas resoluções são diariamente proteladas. Tudo isso é muito mais importante e merece muito maior atenção do que o conteúdo que eu publico(arei) aqui.
Eu leio o Escreva Lola Escreva e convido a todos que leiam também, a Lola tem opinião forte e talvez divergente da opinião da maioria de vocês. Mesmo assim, eu apelo a todos que comecem a se interessar, não especificamente pela leitura do blog da Lola, mas por leituras críticas, leituras do gênero da escrita dela.
Afinal, eu acredito que se grandes problemas não são resolvidos, é pura e simplesmente porque a grande maioria pensa pequeno. 
Temos tanta liberdade de expressão, então por que insistimos em ficar limitados? Convido as pessoas a pensar, a debater e a botar fogo no barraco. Os políticos estão acomodados, se demonstrássemos insatisfação e vontade de correr atrás, eu aposto que as coisas poderiam melhorar.
Relaxem, não vou ficar bancando a politizada aqui porque eu pouco entendo, mas queria deixar claro que é importante se politizar um pouco, o mínimo, eu diria.
Então é isso.... Não precisa se preocupar com as criancinhas que morrem de fome na África (isso é uma figura de linguagem pra representar problemas que estão distantes da sua realidade), é muito cedo pra um politizado de primeira viagem. Começamos sendo egoístas, pensando no que está mal em casa, em soluções; daí expandimos rapidamente para um âmbito global: meio ambiente, tomamos atitudes aqui e ali; e quando percebemos já estamos metendo o bedelho na luta contra a homofobia, desenhando cartazes para ir marchar na Marcha das Vadias e até se ofendendo com aquele tio que chama o jogador de "macaco". É só ir com calma, a primeira vez pode até ser tensa, mais a gente pega o jeito... (viva a intertextualidade hehehe)

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