sábado, 7 de janeiro de 2012

Clube das solteiras #2

Como eu já dizia anteriormente, as solteiras mundo afora se seguram muito a cada desaforo. Na série Sex and the City, o tema é abordado, já que as personagens principais são quatro solteironas. Financeiramente independentes, cultas e livres, Carrie Bradshaw, Miranda Hobbes, Samantha Jones e Charlotte York esbaldam-se por toda Manhattan, devoram os homens que lhe apetecem, curtem as baladas e os restaurantes, namoram a cidade de Nova York.... Mas nem toda sua cultura, nem sua independência, nem seu poder é páreo às críticas da sociedade. No terceiro episódio da primeira temporada - "A baía dos porcos casados" - o olhar de "Oh, coitada" que é lançado sobre as solteiras é trazido à tona por Miranda. E é verdade, percebemos como as pessoas mudam o seu jeito de olhar pra gente após nossa resposta negativa à pergunta "Você tem namorado?"; e é claro também que o consolo que nos jogam condena essa piedade toda que eles tem pela nossa solteirice "Não se preocupe.. Você ainda vai encontrar a pessoa certa!". Até parece que toda solteira está necessariamente desesperada para encontrar um homem!
A partir da esquerda: Samantha, Charlotte, Carrie e Miranda
"Depois que se casam, elas deixam de ser 'eu' e passam a ser 'nós'. 'Nós gostamos dessa peça. Nós odiamos aquele restaurante'", é uma das falas de uma solteira que dá seu depoimento para Carrie. E depois, devido à piedade que todos sentem pelas solteiras, vem a ajuda indesejada: blind dates. Estes encontros às escuras, arranjados por amigas casadas são uma humilhação para as solteiras, é quase como dizer "Oi, já que você não teve a competência de encontrar um homem até agora, vou tentar te dar um empurrãozinho, ok?". Se uma amiga casada/em relacionamento minha simplesmente aparecesse com um amigo dela "Olha, Cá, este é o Artur. Vocês tem tanto em comum! E Artur está solteiro também...", depois que ela desse aquele risinho feliz combinado com sobrancelhas erguidas em uma expressão clara de "Hm, é hoje!", eu pediria desculpa ao Artur pelo inconveniente, deixaria claro que eu não programara aquilo tudo, me despediria e diria à amiga FDP que precisamos conversar.
Uma coisa é pedir que uma amiga te apresente a um cara legal, outra é receber esse cara num pacote! Por que todo mundo que tem um relacionamento acredita que somos solteiras por incompetência? Só uma conclusão: relacionamento não se procura, se acha.


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