É em momentos como esse que vale a pena escrever, quando nada/ninguém te irritou e a coloração rosa do seu mundo permanece inabalável. Quando você é que é aquela pessoa irritantemente feliz e otimista, quando você só vê seus gostos na vida, só sente as paixões, só lembra das boas recordações... Aquele momento que dá vontade de desenhar coraçõezinhos nas bordas do caderno, dá vontade de saltitar com um risinho na cara, vontade de cantarolar e olhar pro céu. Ver a Lua, ver bichinhos nas nuvens... Quando dá vontade de ligar pr'aquela pessoa que você ama pra caramba e gastar hoooras falando bobagens, dando risada, trocando histórias , experiências, elogios ou até mesmo sem entender nada, só achando graça.
Grandes cabeças já levantaram a teoria de que o poeta só escreve nos momentos de amargura, de que a tristeza e a solidão é que movem a genialidade literária. E eu em partes concordo. A tristeza, a dor, pensar num amor não correspondido, tudo isso move uma alma rumo à criação: fato. Pooorém, tenho a minha teoria. Rá!
EEEu acho, que o segredo não está na tristeza... Tá na emoção. Toda e qualquer emoção serve de combustível à imaginação, se você sente, isso te faz pensar; se você gosta de escrever, pá! Vai lá e escreve, se desenha, vai lá e retrata, se canta, canta, ué... E é assim, daí me perguntam: então por que é que facilmente se vê uma obra de sucesso manifestando mazelas, e dificilmente uma obra "alegre" vai vender? Resposta na ponta da língua (ou melhor, do lápis; ou melhor, dos dedos): a gente não sabe valorizar a felicidade. Já parou pra pensar em quanta coisa nós rotulamos de tristeza? Já percebeu que você sabe muito bem pensar no que não te agrada, mas é incapaz de listar rapidamente 5 coisas que te façam feliz? Nem 3 você consegue!!
A gente acha bonito ler os poemas tristes, ver os filmes tristes, a gente se emociona com a dor alheia porque prestamos atenção em tudo aquilo que nos machuca. A gente deixa passar o sucesso alheio e não liga pra um eu-lírico contente e satisfeito porque não damos valor às coisas boas que acontecem com a gente. Dado que nós sempre nos espelhamos nos outros, ou seja, imaginamos os acontecimentos alheios como se fossem para conosco; logo, só nos importam as dores, só nos atraem filmes/livros/poesias/entretenimento... trágicos!
Isso me leva a pensar: a gente devia prezar mais as coisas boas da vida, viver os amigos enquanto tem, se apaixonar enquanto é tempo, olhar a lua enquanto é noite, sentir o sol enquanto não tem câncer (ai, crueldade isso) mas é fato. Tô cansada de gente triste ao meu redor, sempre com algo pra reclamar, pôxa! Cansei de reclamar, também, não acrescenta em nada nas nossas vidas. Quero mais é ter a liberdade de ligar pras pessoas que conheço e falar "Tá ocupada?" e a pessoa "Não..." "Sai na janela!" e a pessoa, assustada, "...O que é que tem...?" "Olha só que Lua!"... E eu já fiz isso, fazer não é problema, mas tem a resposta: "Ah, era isso? Que susto, 'minina!" AFF! Se as pessoas dessem valor pra felicidade, diriam "WOW, é mesmo! haha parece até feita de queijo, mesmo!" e eu ia estender o assunto, né?
"Ow.. tá vendo a mancha escura? Você não vê um coelho ali?" [...]
"Tem um um momento da vida em que você tem que se despregar de todo o drama & das pessoas que criam drama & se entregar às pessoas que te fazem rir tanto que você esquece o que é ruim e se concentra só no que é bom. Afinal, a vida é curta demais pra fazer qualquer coisa que não seja ser feliz."
Texto sensacional!
ResponderExcluirEu já reclamei muito na vida. Muito MESMO.
Mas vi que não vale a pena, e ninguém gosta de uma pessoa triste e reclamando de tudo o tempo todo.
Hoje tento me concentrar nas coisas boas da vida. É difícil, mas tento :)
E continue com o blog!