domingo, 24 de novembro de 2013

Dadaísta

Eu me lembro de minha irmã mais velha uma vez me explicando que a arte Dadaísta não buscava sentido. E dizendo que uma forma Dadaísta de escrever um texto era colocar várias palavras em um saco e ir tirando, o resultado era o texto. Na madrugada de hoje, depois de muito suco de abacaxi, boa conversa e uma pipoca com manteiga de tirar o chapéu, eu e meu amigo Mietzsche resolvemos fazer quase isso. Ele teve a ideia:

- Já sei! Vamos cada um escrever 8 frases, aí nós intercalamos uma das suas, uma das minhas e fazemos um poema de 4 estrofes com 4 versos!!

Empolgada, nem esperei ele explicar melhor, já começamos a escrever.

Depois, ele teve a ideia de cada um de nós escolher uma palavra, juntando as duas teríamos o título.
O resultado, tá aí!

Lucidez ignóbil

Nossa vida não é Piracema, investimos em muito
Afinal, são 6 da manhã...
A manhã, ainda que fria, pode render algo bom
O sol já, expoente nosso...

Uma dia a mais de passado é um a menos de futuro
Nada de mais além de nós
O que transcende a matéria, permanece
Todos os meus versos feios

Aquele que nada sente, enlouquece
Todos meus versos feitos
A música soa como conversa aos meus ouvidos
Caretas semiflutuantes

Na amizade verdadeira, a justiça não se faz necessária
Os beijos passeriformes
Afinal, mudar é humano
Voarei, como Nazaré.

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