segunda-feira, 6 de maio de 2013

É.. fodeu!

Sabe quando salta uma pelinha do seu dedo? Você, obviamente, fará a sábia escolha de arrancá-la com os dentes. Os primeiros 3 milímetros vão bem, mas depois os outros 3 metros de pele até as costas da sua mão saem deixando um rastro de sangue atrás de si! E é exatamente entre os 3 milímetros e os 3,1 milímetros de pele arrancada que você se dá conta: "É.. fodeu!". E meu dia de hoje foi inteirinho com essa sensação. Essa segunda-feira superou todas as expectativas de uma sexta-treze.

Tudo começou com o toque do despertador, que eu desativei antes mesmo de se completar. Pisquei os dois olhos e, quando os abri novamente - sério, eu ainda não tinha nem completado uma inspiração! - o impacto dos nós dos dedos da minha mãe contra a madeira da porta ecoavam pelo meu quarto. "Calíope, seis e cinquenta..", a frase que se traduz em "Calíope, você está atrasada.". Levantei de um só pulo, jogando as cobertas para uma nova dimensão, no caminho ainda tropecei na minha mochila (ainda não desfiz a mala da viagem que cheguei ontem) e dei um encontrão com a cadeira da escrivaninha. "Ôxi!" pensei, toda esbaforida.
Na casa da minha avó, onde vou tomar café todos os dias, comecei a sentir meu estômago mal: não consegui comer, só tomei água. Em seguida fui escovar os dentes às pressas e bati a escova bem lá no fundo da goela, o gosto de sangue encobriu por completo o gostinho de menta da pasta de dente. Cheguei ao trabalho exausta, com minhas pálpebras superiores insistindo em começar um relacionamento sério com as inferiores... "Agora não!" ordenei, e apaguei o fogo delas com um jato de água fria. Mas o mesmo jato fez questão de se desviar, todo maroto, e se despejar na minha camisa bege-cor-de-sujo (uniforme) e deixar meu sutiã bem marcado. Fechei o zíper do moletom, para tampar "Ufa, pelo menos alguma coisa deu certo!". De volta à mesa de trabalho, foi uma longa manhã de luta contra a fome, o mal-estar da minha barriga temperamental e as pálpebras excitadíssimas com a ideia de dormirem de conchinha.
No almoço o sol já estava quente e, quando fui abrir o moletom salvador da pátria *créc* o zíper quebrou. Suspirei desacorçoada e dirigi até em casa pensando "Podia ser pior, Calíope.. Pelo menos você não está com caganeira!" e imediatamente minha barriga se retorceu em dores. "Nem pense nisso, estômago!" e segui o caminho todo repetindo em pensamentos "É psicológico. É psicológico. É psicológico..".

Sabe como é... Se ainda dá pra sair andando depois
de uma aterrissagem, não foi das piores.
Afinal, tenho essa teoria de que nada está totalmente ruim até que você tenha uma boa caganeira. Quando se ver completamente fodido, console-se com o pensamento "Pelo menos não estou com caganeira!", porque caganeira é uma coisa que desgraça qualquer situação! É incontrolável, completamente indiscreta e cem-por-cento negativa. Mesmo que você esteja nu, diante de uma enorme multidão em praça pública! Seria ainda pior se estivesse com caganeira... Então se um dia estiver em uma saia justa desse tipo, levante a cabeça e desfile as nádegas despidas orgulhosamente: "Estão nuas, mas estão sob controle...".

Na volta para o trabalho eu ainda quase bati o carro, mas já chega de desgraças por hoje! Não devo ser a única tendo um dia ruim, pois se eu quase bati o carro e levei um baita susto, a outra pessoa do outro carro, também!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Tá pensando no que eu tô pensando? Me diz aí!! (: