~ V E R I F I Q U E A C L A S S I F I C A Ç Ã O I N D I C A T I V A ~
Quem é que não tem um prazer misterioso no abrir de uma embalagem? Receber sua entrega novinha pelo correio e sair loucamente a rasgar envoltórios, abrir caixas, puxar fitas adesivas e - principalmente - descolar aqueles selos de proteção contra arranhões?
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh! É muito bom!
O cheirinho de "novo" salta, e você tem o primeiro contato com seu objeto novinho (um livro, uma roupa, um eletrônico, qualquer coisa!)... Intocado, exclusivo, fresco, virgem!
Que prazer é esse? Por que diabos é doce o gostinho de violar os lacres? Abrir latinha de refrigerante, tirar o lacre do Nescau (lembra quando tinha também o vermelho da tampa?), se livrar daquela borrachinha no centro das tampas de goiabada ou massa de tomate, rasgar selvagemente o plástico, descolar proteção plástica da tela de celular, abrir pacote de chips, de pacote de figurinhas! Que mania que a gente tem de querer tirar a virgindade das coisas!
Êpa. Virgindade?
Foi tentando descobrir o porquê desse prazer em violar lacres que acabei ganhando uma pergunta nova: por que entre os homens existe essa fantasia de tirar a virgindade de uma mulher? Só o sexo não basta, tem que ser o primeiro? Será que eles não sabem que primeiras vezes nem são tão boas assim?
Talvez tenha a ver com os lacres. Não sei.
De qualquer forma, um homem que interprete a mulher como sua nova aquisição e que alimente a fantasia de "violar seu lacre" não merece seu "cheiro de 'novo'". Meta-lhe o pé e não o permita meter-lhe. (trocadilhos à parte)
E pra ilustrar, o vídeo que me inspirou a postar hoje minha divagação sobre lacres.
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